
Apesar de o Supremo Tribunal Federal (STF) ter agendado para o dia 11 de outubro a análise no plenário sobre o afastamento do cargo do senador Aécio Neves (PSDB-MG), o Senado já deu provas de que não pretende adiar a decisão sobre o futuro do senador para aguardar o desfecho do caso no Supremo.
Em conversas no fim de semana, senadores decidiram manter a votação para esta terça-feria, 3 de outubro, e querem fazê-la em caráter secreto. Ao contrário do que ocorreu na sessão que confirmou a prisão do ex-senador petista Delcídio Amaral (sem partido-MS), ninguém saberá como cada um votou.
A medida evitaria mais desgaste político para quem já se declarou a favor do tucano, incluindo o PT [adversário histórico], como já declarou o também senador Jorge Viana [PT-AC] em discurso no plenário da Casa.
Bastam 41 votos, entre os 81 senadores, para o Senado não cumprir a decisão.
O revide não pararia por aí. Senadores pressionam o comando da Casa a pautar pedidos de impeachment contra ministros do Supremo.
Pelo visto, a decisão pode gerar um conflito jurídico com o Supremo, porque não havia previsão de afastamento de senador na Constituição de 1988.